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REGIS MARINHO


Este mês a nossa entrevista é com o Regis Marinho, também conhecido como Gigante. Atualmente joga pelo River Atletico Clube, o que é uma surpresa para nós vez que sempre defendeu vigorosamente as cores do Fluminense do Piaui.Esses clubes citados são filiadas à Federação Piauiense de Futebol de Mesa, cujo presidente é o Regis, recentemente eleito e a quem desejamos todos os sucessos possíveis. Fizemos uma série de perguntas e o nosso herói educadamente não se negou a respondê-las. Vejamos:

1. Há quanto tempo joga o futebol de mesa e como tudo começou?- Comecei jogando aos dez anos de idade com os botões tipo canoinha no famoso campo estrelão colocado no chão.Eu e o Didi Vascaino. Depois, devido aos estudos, passei uns vinte anos afastado e voltei em 2002, época em que conheci o Duílio Santana e o Rivaldo, dois apaixonados pelo futebol de mesa. Era o tempo da Liga Teresinense de Futebol de Mesa, já extinta porém sempre viva em nossas recordações. Nessa fase usávamos os botões BRIANESI em mesas confeccionadas e as regras do jogo eram elaboradas pelo Duílio. A partir de então, assumí de corpo e alma a minha paixão pelo futebol de mesa, dedicando-me com fervor à causa a ponto de fundar, no ano de 2003, junto com Duílio, Rivaldo e Júnior Buriti, a Federação Piauiense de Futebol de Mesa, na qual hoje jogo na regra dos 12 toques pelo River Atlético Clube.

2. Fale-nos dos seus títulos, suas alegrias e decepções neste esporte.

- Nesses seis anos de futebol de mesa oficial os títulos mais importantes foram os três campeonatos estaduais por equipe, nos anos 2006 a 2008, pelo Fluminense Esporte Clube. Também guardo com destaque a minha classificação em terceiro lugar na categoria ouro/adulto no primeiro NORDESTÃO, realizado na cidade de Caruaru.A minha maior alegria foi poder jogar o PRIMEIRO BRASILEIRO DE CLUBES, em 2007, no Rio de Janeiro.Fiz isso representando um clube do meu querido Piauí, meu Estado natal.Esse clube era o Fluminense e a alegria foi completa com a conquista do terceiro lugar da série Prata, quando vencemos por 23 a 20 o nosso co-irmão Tricolor das Laranjeiras. Quanto às maiores decepções, poderia hipocritamente dizer que não as tive.Mas não gosto de subterfúgios.Tive-as, sim.E foram: ser chacoteado como botonista ruim pela família Araújo nos meus primeiros jogos e campeonatos oficiais. Isso não se faz com quem está iniciando! Deve-se é incentivar o botonista.Outra decepção foi somente agora, seis anos após a fundação da nossa Federação, ser reconhecida a minha grande luta em prol do crescimento do futemesa em nosso Estado. De qualquer modo, antes tarde do que nunca.

3. Quais os seus maiores ídolos dentro do futemesa?

- O meu maior ídolo é o Armandinho, que sempre me ensinou muitas coisas desse esporte inclusive a amar esse jogo.Ele é, incontestavelmente, o maior ídolo do futemesa nordestino.Outro que muito admiro é o paranaense Nilson. Esse é um professor que com sua lhaneza e educação sempre nos incentiva, dando-nos uma aula sem que disso se aperceba.

4. Qual a regra considera mais interessante e que mudanças proporia na dos 12 toques?

- Todas as regras são interessantes dentro daquilo que é a sua máxima. Vejamos: a regra de um toque favorece a concentração; a de três toques, o objetivo; a pastilha, o dadinho, a pernambucana, também têm o seu valor. Porém, devido à sua dinâmica, considero que a dos 12 toques é a mais interessante.Com relação à mudança nessa regra, nada proporia nesse momento. Caso exista uma proposta, essa deve ser submetida ao nosso grande guru, o Dr. Carlos Claudio, de Fortaleza, um dedicado depurador de nossa regra.

5. Acha que um dia o nosso esporte poderá fazer parte de uma Olimpíada?

- Primeiro teríamos que definir qual a regra iríamos centrar fogo e todos os nosso esforços para torná-la universal. Sem isso não vejo como tornar o futebol de mesa um esporte olímpico. Teremos que atingir um consenso nacional e mundial. Acho muito alvissareiro e proveitoso, nesse sentido, o que vem sendo feito pelo Grande Timoneiro Jorge Farah, o King, presidente da CBFM e pelo dócil e amável professor De Franco, do Cisplatina-SP, que juntamente com o Sr. Imre Horvat, da Hungria, já realizaram uma copa do mundo individual e de seleções na regra dos 12 toques.

6. Acha o botonista com tendências egocêntricas?,Tipo sou o melhor, etc e tal...

- Alguns tendem,, de fato ao egocentrismo.Mas é preciso que trabalhemos o espírito de grupo e de equipe para que possamos podar certas egolatrias. Aquele que se acha o maior e o melhor não contribui para o engradecimento e evolução do esporte. Devemos lembrar do exemplo que Quinho e o Nilson nos dão. Embora campeões que são, sempre estão abertos ao diálogo de uma forma solícita , humilde e sem afetações.

7. Por que não sediar um NORDESTÃO?

- Uma série de problemas de ordem financeira inviabilizam sediarmos essa competição este ano. Porém, uma vez que assumi a presidência da Federação, posso afirmar que umas das metas é trazer essa competição para nosso Estado já no próximo ano.Sanando os déficits e buscando incentivos acredito que teremos condições para tal. Também quero apoiar o nosso grande campeão Flávio Anjos, que vem se dedicando com afinco na confecção de mesas por aqui mesmo e isso vai baratear os custos das mesmas, nos proporcionando maiores facilidades para aquisição de outros materiais e estruturas necessários para a realização desse grande evento regional.

8. Como vê a rivalidades entre clubes no futebol de mesa?

- Se ficar restrita às mesas é bastante saudável. O que não pode acontecer é sair dessa área e passar a agressão pessoal. Aí vamos praticar luta livre ou qualquer outra luta, menos futemesa. No Piauí, a partir da Assembleia que me elegeu, estamos repensando esse assunto e acredito que vamos crescer com união dos botonistas em prol da concórdia, generosidade e gentileza no trato.

9. Como vê a questão dos profissionais no nosso esporte?

- Não critico. Acho que saber jogar futebol de mesa também é um dom, como jogar o futebol de campo.E se isso puder ser aliado a compensações financeiras, nada melhor para o botonista. Todo esporte profissional um dia já foi amador em sua essência. Veja o exemplo do Futebol no Rio de Janeiro que era genuinamente amador e que, aos poucos, foi se profissionalizando. A princípio, o Clube Regata Vasco da Gama foi muito criticado e até banido da Liga Carioca de então por profissionalizá-lo, pagando aos seus jogadores para disputar os primeiros campeonatos. Hoje isso é uma realidade à qual todos nos rendemos. E, se não de todo, as bolsas, os bichos e os salários fatalmente irão acontecer doravante com muito mais frequencia no nosso esporte.

10. Diante de tudo isso que você falou, acha o futebol de mesa ainda um lazer?

- Olha só: o futemesa jamais deixará de ser um lazer. Entretanto, há muitos anos, Geraldo Cardoso Décourt, o papa do botonismo, deixou inscrito que, acima de tudo, ele é hoje uma CAUSA a ser defendida em todas as instâncias. Com efeito, o futebol de mesa é um esporte reconhecido por resolução do extinto Conselho Nacional de Desporto e, portanto, como tal deve ser visto e incentivado. Paralelo a isso, no entanto, não devemos mitigar o culto ao futebol de mesa como ludismo, porque, muito embora tenha já se firmado como causa e como esporte, ele nasceu, em verdade, como brincadeira e lazer da infância pátria.

11. Não acha que esse esporte custa caro para ser praticado? O que fazer para diminuir essas despesas?

- Não. Não diviso carestia no futebol de mesa. Nossos fabricantes cobram preços bem em conta, não são exploradores. Infelizmente, e é preciso que se diga a verdade sem peias, o que acontece, por uma secular questão conjuntural, é que a grande maioria dos nossos botonistas dispõe de parcos recursos para investir no esporte. Nosso País não lhes deu a condição de praticar com tranquilidade o seu hobby, sua diversão, seu esporte. Acho que devemos incentivar naqueles que são abonados a capacidade de serem mecenas sem exigirem resultados ou abertura de jogos daqueles em que investem. Quem tem deve dividir, deve ser generoso. Assim penso, sempre pensei e vou continuar pensando assim.

Ok, mestre. Só resta agradecer-lhe e deixá-lo à vontade para suas considerações finais, não esquecendo de desejar-lhe muito sucesso à frente da FPIFM.

- Eu é que agradeço a oportunidade de externar publicamente meus pontos de vista sobre o futebol de mesa. Agradeço também o incentivo que me dá o seu apoio à minha incipiente gestão à frente da Federação. Devo dizer, ainda, citando o ótimo colunista Jean Cappelli, da União dos Botonistas, que: SOZINHOS SOMOS APENAS UM TIJOLO QUE NADA EDIFICA, QUE NADA CONSTROI...E, por isso mesmo, mais do que nunca, devemos todos nos dar as mãos pela boa e constante evolução do nosso amadíssimo esporte.
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