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O TRICOLOR REYNALDO


Este carioca torcedor do Fluminense começou a jogar botão ainda criança, brincando com seus amigos. Passou um tempo afastado e depois voltou com o apoio do paulista Elcio Buratini que lhe deu todas as dicas e teve enorme paciência para lhe tirar as dúvidas sobre a regra do jogo e a forma de se jogar. Reynaldo diz que o nosso esporte desenvolve várias habilidades entre elas a percepção tática, o respeito pelo adversário e pelas regras do jogo, além do lado psicológico sempre muito interessante. No seu caso ainda acrescenta o prazer de jogar ao lado do seu filho e pelo clube do seu coração: O TRICOLOR DAS LARANJEIRAS. Diz que joga por lazer quando está entre amigos no seu clube, porém quando se trata de campeonatos oficiais o negócio muda e, mesmo respeitando os adversários, encara como competições. Com relação ao prfissionalismo no futebol de mesa, diz que ouve notícias de que algumas pessoas ganham para jogar. Porém profissionalismo, na essência, considera uma coisa mais abrangente. O papo estava bom e procuramos saber mais a respeito deste consagrado botonista e fizemos-lhe várias perguntas as quais ele respondeu com toda a simpatia que lhe é peculiar


Quais as suas maiores conquistas?

- Como jogador fui bi-campeão estadual do RJ. Uma na categoria adulto e outra na master. Também fui duas vezes vice-campeão brasileiro na categoria master e campeão do I Rio/São Paulo. Mas considero a minha maior conquista o fato de ter ajudado a organizar o futebol de mesa no estado do Rio e ter participado do grupo que organizou o I Campeonato Brasileiro de 2004, na modalidade dos 12 toques.Um sonho que conseguimos concretizar.

Quais os seus ídolos nesse esporte?

- Citarei três nomes. O primeiro é o Jorge Paulo que hoje joga pelo América. Ele é aquele cara que sempre está fazendo algo pelo esporte. Aproveita os bons momentos que o futemesa lhe proporciona e não precisa ser campeão para se sentir um vencedor, apesar de sempre estar entre os primeiros colocados nas competições que participa. O Jorge foi também um dos organizadores da estrutura da FEFUMERJ. Foi seu vice-presidente e conquistou o respeito de todos.
O Edu Henrique é outro grande dirigente e grande pessoa. Serei eternamente grato por tudo que me ensinou e também pela postura que teve, junto com o Elcio, num momento delicado do futebol de mesa aqui no Rio. Suas posições firmes nos deram condição de seguir com nossos objetivos em prol desse esporte. Além do mais é um ótimo adversário e é sempre um prazer jogar com ele. Espero que volte rápido a participar de nossos campeonatos brasileiros.
Mas olhando pra o lado de jogador de botão, que creio que foi o objetivo da sua pergunta, fica muito dificil citar nomes. Temos excelentes jogadores, craques mesmo. Porém não fugirei da questão. Apenas responderei de outra forma. Um cara que sempre gostei de ver jogar foi o Jefferson, do Maria Zélia. Quando comecei a participar dos brasileiros ele estava em grande forma e era um barato vê-lo jogar. Pena que não esteja mais participando das competições.

Acha o futebol de mesa bem divulgado?

- Não, não acho. Não temos penetração na grande imprensa e não conseguimos atingir o público de uma forma geral. Algumas iniciativas isoladas até que rendem bons frutos, mas carecem de continuidade. Nós da CBFM estamos planejando um trabalho mais abrangente para ver se conseguimos algum sucesso. O grande problema é que precisamos de recursos financeiros para bancar algumas ações que nos permitam visibilidade. Por outro lado, precisamos de visibilidade para conseguir esses recursos. Temos de usar muita criatividade e esperamos anunciar alguma progresso no ano de 2010.

Acredita que o futebol de mesa poderá ser olímpico?

- Nada é impossível e nada nos impede de sonhar com isso, mas temos muito chão pela frente. Ainda estamos muitos níveis abaixo dessa possibilidade. Temos sérios problemas a resolver. Além do mais temos três regras oficiais e mais duas buscando seu espaço. Qual delas seria trabalhada para ser OLÍMPICA?

Como é organizar um campeonato brasileiro?

- Essa é uma tarefa que exige uma grande dose de esforço e dedicação. Planejar e acompanhar todos os passos durante todo o tempo são ações indispensáveis para que tudo saia da melhor forma possível. Creio que nossas competições nacionais já atingiram um nível bem satisfatório, mas podem melhorar ainda mais.Exagerando um pouco, este ano criamos o embrião do nosso CADERNO DE ENCARGOS, como têm a FIFA e o COI.

Há rivalidades clubísticas (tipo FLA X VASCO)?

- Com certeza. Mas o que sentimos é que o nosso esporte vai criar suas próprias rivalidades,sem seguir o modelo existente no futebol que, infelizmente, não é saudável.

Acha nosso esporte com tendências egocentristas?

- Olha, como todo esporte individual, sempre vão existir aqueles que valorizam mais esta parte. Porém, de um modo geral, não vejo dessa forma.

Qual a regra mais atraente?

- Veja só: a tendência é cada um achar mais atraente aquela que pratica. A modalidde de 12 toques leva um certa vantagem por ser de fácil compreensão e pelo fato de usar uma esfera como bola.

Para finalizar, como vê o futebol de mesa no Nordeste?

- É uma grande alegria ver o crescimento desse esporte nessa região. Tive a oportunidade de acompanhar de perto muito desse progresso, através de muitas trocas de e-mails e telefonemas. E o melhor é que esse progresso também está acontecendo no aspecto técnico. Há bons jogadores entre vocês e os resultados já estão aparecendo. Acho apenas que precisam identificar e desenvolver projetos para aumentar o número de particiantes, embora saiba que é um trabalho voluntário. Também acredito que ajudaria muito se vocês tivessem fabricantes locais, isso reduziria as despesas com aquisição de campos, times e acessórios. Vocês estão fazendo campeonatos do tipo Nordestão e Alagambuco. E isso é muito bom. Os torneios entre os não federados também costumam trazer mais gente para o nosso meio. Também acho bom que vocês continuem participando das decisões do esporte, não só para acrescentar novas ideias mas também para nos comentar sobre problemas que, algumas vezes, não percebemos. Enfim, vejo o futemesa no Nordeste como vejo em todos os outros lugares. Com ótimas iniciativas, com problemas a serem resolvidos, com ótimos jogadores e, principalmente com gente séria trabalhando em prol do esporte.

Então, tá! Esse é um pouco do muito que pensa sobre o nosso esporte este excelente botonista, craque do botão e, acima de tudo, um exemplo a ser seguido. Valeu mestre!.
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