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O ALAGOANO ROBERTO


Hoje a nossa entrevista é com o alagoano Roberto Alves, um dos melhores jogadores de botão do Nordeste, excelente botonista e amigo de todos. Com seu jeito simples e calmo de ser sempre conquista amizades por onde passa. Roberto sempre participa das competições nacionais e tem muita experiência para transmitir aos que agora estão iniciando.
O ano de 2009, segundo as informações que obtivemos, não foi um período bom para o futemesa alagoano. Houve divisões, desistências, etc e tal, mas nada muito grave que não pudesse ser resolvido. Faz parte do convívio humano.
Então, tivemos a ideia de procurar o Roberto, vez que ele é um dos diretores do Carcará. Este clube tem apenas um ano e meses de existência mais já se tornou conhecido devido à sua bela participação no campeonato brasileiro de clube, realizado este ano na cidade de Itajaí- SC. Mas vamos ao que interessa. Vamos ver o que o Dr. Roberto tem pra nos dizer

1. Tendo em vista diversos acontecimentos não muito agradáveis no futebol de mesa, você acredita mesmo que a finalidade principal desse esporte é fazer amizades?

- Sim, acredito. O grande problema que vejo é que nos tornamos muito competitivos e esquecemos o lado desportivo e descompromissado que tínhamos quando jogávamos na nossa infância. A seriedade com que tudo é feito, regulamento e regras, às vezes, pouco compreensíveis, favorecem as discordâncias e propiciam o aparecimento de discussões. Entretanto, nada é mais gratificante do que a gente participar das competições nacionais ou mesmo das regionais. É o momento de encontrar e rever velhos conhecidos e sentirmos a reciprocidade do calor hummano.

2. Você, tal qual este colunista, diferencia jogador de botão do botonista?

- Sim. Na minha opinião o botonista em geral é aquele cara que além de jogar também preserva os bons costumes. É cortês e educado com seu adversário. Geralmente é querido no meio do futebol de mesa.

3. Roberto, vamos passar agora para um assunto que sempre me deixou curioso. Como e por que vocês resolveram fundar o Carcará?

- Essa ideia surgiu após o brasileiro de equipes de 2009, realizado em Curitiba-PR. Naquela época defendemos a Academia e conquistamos o terceiro lugar da série prata. Achávamos que, como a maioria dos Estados, deveríamos ter mais de uma equipe para incrementar o nosso futemesa e ter também o campeonato estadual de clubes, além de ter mais uma equipe com possibilidade de participar de um brasileiro. Como apenas eu, o Joaquim, o Lira, o Batistinha e o Marcelo Carioca vínhamos viajando e participando das competições nacionais, resolvemos fundar o Carcará com essa formaçõa inicial. Depois vieram o André, o Renato e o Anísio.

...cremos que ele esqueceu do Walmir, mas o colocamos nessa equipe também.

4. Então... Você acredita que o surgimento do Carcará contribuiu para um racha no futemesa alagoano ou as coisas já não andavam tão bem ou nada disso ocorreu?

- Infelizmente sim. Ocorre que o pessoal que fazia parte da AMFM não absorveu a ideia da divisão em duas equipes, quando a nossa intenção, como dito anteriormente, era incrementar o nosso futebol de mesa. Nós não queríamos nem mudar de espaço. A princípio ficamos na mesma sede, porém algumas pessoas se sentiram traídas, desprestigiadas, ou sei lá o quê... e aí a coisa toda começou a degringolar. Acabamaos por nos separar, inclusive do convívio do espaço físico. Isto foi muito ruim para todos nós que, apesar das desavenças normais que existiam, havia um clima de amizade muito bom entre a maioria dos membros das duas equipes, porém isso ficou comprometido com a separação.

5. Diante dessa divisão,como estão sendo selecionados os atletas alagoanos para participar das competições regionais e nacionais? Quais os critérios usados? Ranking, disponibilidade????

- Atualmente, os atletas são selecionados pelo ranking estadual do ano anterior ao que se pretende participar. Por exemplo: Para o brasileiro individual deste ano foram selecionados os primeiros do ranking estadual de 2009. A vaga será passada adiante, caso o selecionado não mostrar interesse em participar. Mas estamos pensando em modificação e na nossa próxima Assembleia Geral da Federação Alagoana, que será em janeiro de 2011, iremos tratar desse assunto.

6. Você acha que está havendo renovação no quadro de atletas de Alagoas, ou não? Por quê?

Temos duas boas promessas por aqui. Uma é o André do Carcará,a outra é o Pedro Henrique da Academia. Ambos são bastante jovens e jogam como gente grande nos torneios que participam. Espero que seus familiares e colegas de clube persistam nesse estímulo, ensinando-lhes o que de melhor tenham, assim contribuindo para a formação de um grande botonista no futuro. Porém acho que precisamos divulgar mais esse nosso esporte, principalmente nas escolas onde certamente conseguiremos mais adeptos. Quem andou fazendo um bom trabalho nesse aspecto foi o Eduardo Vieira, da AMFM,que revelou o Kevin e o Allisson. Entretanto não sei se ele continua com esse projeto.

7. Por que vocês, digo o pessoal de Alagoas, desistiram de sediar o Nordestão deste ano?

- Ainda não desistimos em definitivo. Esta semana tantarei uma reunião com a Federação e o pessoal da Academia para tentarmos realizá-lo em outubro ou novembro. Faríamos no mesmo molde da COPA ZZ, rápido e eficaz.

... obrigado pelos elogios à nossa competição. Rsrsrsrsr

8. Por falar em Nordestão, você não acha que falta mais visibilidade para as nossas competições? O que fazer para melhor esse aspecto?

- Temos que divulgar mais e melhor os nossos eventos. Também se faz necessário cobrar dos colegas botonistas mais ajuda e mais empenho. A grande maioria fica esperando que um ou outro tome a iniciativa e você sabe melhor do que eu o quanto é difícil realizar uma competição.

... como sei. Sem falar os que nada fazem e ficam torcendo para que tudo dê errado.

9. Com raríssimas exceções, achamos muito tímida a nossa participação nas competições nacionais? Que fazer para melhorar isso?

- No meu modo de pensar se faz necessário um maior intercâmbio com botonistas de outros estados. Seria muito bom se numa Copa ZZ ou num Nordestão convidássemos alguns botonistas do nível de um Robertinho, Quinho, Mura, Almo, Ranieri e tantos outros... isso daria a oportunidade para aqueles que não viajam enfrentar esse atletas e aprender com eles. Nosso nivel certamente melhoraria e muito. Também existe a questão financeira. Não é todo mundo que pode arcar com as despesas que essas competições exigem. Outra ideia seria sediar uma competição dessas aqui no Nordeste. Já falamos com Farah e ele se mostrou totalmente favorável. Não acho isso impossível. Basta que nos organizemos e criemos um projeto. Temos gente com bastante experiência em organizar campeonatos e todos juntos, com certeza, promoveríamos um belo campeonato nacional.

10. Esse seu otimismo me deu coragem de expor um antigo sonho que seria uma competição de clubes do Nordeste. O que você acha disso? Ou é uma grande utopia nossa?

- Também já pensei nessa possibilidade. Acho bastante provável que consigamos fazer alguma coisa já em 2011. Vamos amadurecer essa ideia e logo conversaremos sobre isso. Pode ser por ocasião do Brasileiro. Que tal?

Ops, parece que vai dar certo...

Assim foi nossa conversa com o Roberto. Agradecemos-lhe a atenção e a simpatia que lhe são peculiares.
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